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Nem tão pardo, nem tão branco |
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Artigos
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Seg, 02 de Maio de 2011 14:53 |
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Dados do Censo de 2010 revelam que existem 190.755.799 habitantes no Brasil, confirma a desaceleração do crescimento populacional, já apontada em outros levantamentos (1,17%) e mostra a diminuição do Ãndice de analfabetismo (9% da população é analfabeta).
Também aponta algumas tendências como a urbanização (84,4%) o que nos faz pensar, cada vez mais, sobre a qualidade de vida e sustentabilidade nas cidades, e o aumento da expectativa de vida da população, o que mostra a necessidade de planejar polÃticas públicas para esta faixa etária.
Os dados da pesquisa reafirmam velhas distorções e torna mais uma vez explicito o preconceito de raça existente no paÃs. Salta aos olhos o fato de apenas 7,6% se declararem pretos. Muitos podem dizer que este número se tratar de um avanço, pois em 2000 eram apenas 6,21%. Será mesmo um avanço? Alguém minimamente informado acredita que temos uma população de apenas 14 milhões de negros no Brasil?
Na verdade, o que o levantamento aponta é que polÃticas de enfrentamento do racismo no Brasil, polÃticas afirmativas como a de cotas, devem ser aprofundadas, mas devemos radicalizar na educação, em medidas de combate a descriminação, sejam elas violentas, econômicas ou coercitivas.
Enquanto um trabalhador ou trabalhadora negra não tiver as mesmas oportunidades que os brancos: receberem salários diferentes, não se sentirem aceitos em diversos espaços públicos, as pessoas ainda se sentirão ameaçadas em afirmar sua condição de raça. Quarenta e sete por cento da população afirmaram ao Censo serem brancas, cresceu o número dos que se afirmam pardos, de 38,45% para 43,1%, mas todos nós sabemos que o Brasil não é nem tão pardo, nem tão branco é mais negro.
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