
| Recursos das multas de trânsito são insuficientes para beneficiar o trânsito |
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| Artigos | ||||||
| Ter, 07 de Junho de 2011 11:24 | ||||||
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A Secretaria Municipal de Transportes (SMT) estima que a arrecadação de 2011 do Fundo Municipal de Desenvolvimento do Trânsito (FMDT) deva crescer 11,28% em relação ao ano anterior, alcançando a cifra de 660 milhões em multas de trânsito. Entre as principais previsões de gastos no orçamento em milhões estão: 20 para implantação do Terminal Vila Brasilândia, 4 em corredores e requalificação de terminais, 12 para semáforos, 23 em faixas, sinalização vertical e horizontal, 51 em câmeras de monitoramento e fiscalização eletrônica, 52 em policiamento, CPTran e Fundo Nacional para Segurança do Trânsito, 15 para capacitação de operadores de transporte coletivos, 15 para o Plano Municipal de Mobilidade, 23 em comunicação e processamento e 442 que serão, em grande parte, utilizados em pagamento de pessoal, encargos e fornecedores. É interessante notar que não aparecem investimentos com educação de trânsito e programas de prevenção de acidentes, os valores previstos para corredores de ônibus indicam que o cenário atual do transporte coletivo pouco vai mudar. Também não aparece qualquer menção de investimentos no sistema cicloviário e não há previsão de aumento de agentes de trânsito. Destaco duas importantes iniciativas de investimentos: A capacitação de motoristas e cobradores na capacidade técnica e operacional, principalmente em sua relação com passageiros idosos ou especiais e em sua relação de respeito e cuidado com outros ocupantes da via, como pedestres e ciclistas. A criação do Plano Municipal de Mobilidade, um necessário conjunto de diretrizes criadas com grande participação da população que permitirão humanizar e dar maior capacidade de deslocamento nos diversos meios de transportes, principalmente o coletivo e o não motorizado. O calamitoso problema de paralisação total da M' Boy Mirim nos horários de pico também não foi colocado com prioridade, pouco será feito para instalação de nobreaks e modernização dos semáforos, e obras como instalação de semáforos, rotatórias, lombadas eletrônicas, construção de terminais de ônibus, têm apenas valores simbólicos previstos no orçamento. Outro aspecto importante é que cada vez mais os recursos do Fundo são utilizados para pagamento de custeio (contrato CPTran, pagamento de pessoal) quando na verdade estes recursos deveriam ser orçamentários. Tememos mais um ano com poucos investimentos em benefÃcio do trânsito e nos transportes da cidade com a repetição dos conhecidos problemas que nos afetam anualmente.  Chico Macena Foi presidente da CET, Administrador Regional de Vila Prudente/ Sapopemba e atualmente é vereador de São Paulo pelo PT, membro da Comissão de Politica Urbana e da Subcomissão da Copa, vice presidente da CPI que apura irregularidades da Eletropaulo e professor de logÃstica na Uninove
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