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Que país é este que a mídia tucana vende? Até quando o capital financeiro vai barrar o desenvolvimento do nosso país? PDF Imprimir
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Qua, 31 de Março de 2010 10:33


“inflação medida pelo IGP-M recua; otimismo do empresariado brasileiro é o maior do mundo; PAC 2 vai investir R$ 1,5 tri, equivalente a um PIB inteiro, sendo R$ 1 tri até 2014; Wall Street Journal:' A ascenção do Brasil como um gigante econômico é um dos maiores temas do nosso tempo; não está somente redefinindo a América Latina, mas a economia do mundo'. Folha de São Paulo sobre o PAC 2: 'o programa tem foco em áreas de cunho eleitoral...'

O Governo Lula lança PAC 2 e mantém os focos da primeira etapa, iniciada em 2008: logística, energia e núcleo social-urbano.

Essas três frentes foram divididas em seis grupos: Cidade Melhor, Comunidade Cidadã, "Minha Casa, Minha Vida", Água e Luz para Todos, Energia e Transportes.

Em seu discurso Dilma descreveu o PAC como uma forma de garantir bem-estar para a população. "Não é uma sigla, uma cifra ou uma lista de obras. Não é um canteiro de obras. É uma realização humana. É uma parceria do Estado com a sociedade para gerar felicidade para as pessoas"

Talvez esta seja a principal questão que a mídia defensora da oligarquia quatrocentona paulistana tenha medo e por isso esconde a realidade deste novo Brasil.

Bem estar social, crescimento sustentável com distribuição de renda, INVESTIMENTO pesado na industria, construção, infra-estrutura e o Estado como indutor desta política não passam no receituário neoliberal.

Relembrando a história, não é a primeira vez que o Brasil passa uma grande crise economica mundial antes dos demais países, já em 1933 após a grande crise de 29 o Brasil era o primeiro país períférico a sair da crise e o que dizia Getúlio Vargas "Vou industrializar este país, para sairmos da periferia" contra os interesses da elite agro-exportadora de São Paulo à época.

São poucos os momentos da história onde podemos dar um salto, para o desenvolvimento de uma nação e as pré-condições que teve Getulio em 30, reservas cambiais, conjuntura mundial, uma pequena industrialização em curso devido ao próprio crescimento do café e um projeto político alternativo a elite dominante, também se apresentam no Brasil de hoje.

Nossas reservas cambiais hoje, são superiores à dívida externa total, o Brasil voltou a ser a oitava economia do mundo, posto que havia perdido em 1999, hoje com um PIB de 1.531,51 bilhões de dólares, estamos a frente da Espanha, Canadá, India e Rússia.

No primeiro bimestre de 2010 foram gerados 390.844 postos de trabalho, melhor resultado da série hitórica desde 2003, hoje o Brasil alcança a marca de 33.391.863 trabalhadores com carteira assinada. O índice de desemprego metropolitano em fevereiro de 2010 está em 7,4%.

Desde a década de 80 o Capital financeiro mundial tomou o lugar do capital industrial e move a lógica do acumulo capitalista, está na hora de mudarmos esta lógica. O livre mercado, livre comércio, o individualismo são idéias e diferente do que nos diziam não são inevitáveis. Estas idéias são expressão de interesses de uma classe dominadora e de uma classe dominada.

Através dos investimentos do PAC 2, com a ação do Estado, traremos novamente a confiança do empresariado para investir em Bens de Capital e dinamizar as cadeias produtivas gerando mais empregos, salários e impulsionando o crescimento do páis ao patamar de 5, ou 6% ao ano e reduzir as taxas de desemprego para abaixo de 5% nos próximos 4 anos.

Já temos uma agroindústria forte, temos o pré-sal, temos os investimentos do governo, valorizar a industrialização para entrarmos definitivamente na 3ª Revolução Industrial, com pesquisas no setor de remédios, desenvolvimento nos setores de eletrônica, aéreo, matrizes energéticas e colocar o país no rumo certo.

Mas para isto devemos garantir que os recursos do pré-sal sejam canalizados, na educação, saúde, emprego e só conseguiremos através da mobilização para aprovação de um novo marco regulatório, de um projeto de lei que estabeleça novas regras de distribuição dos royalties do pré-sal.

O Brasil é mais do acham os colunistas da Folha, Estadão e Globo, a história é cíclica, mas suas ondulações são longas. É chegada a hora de um grande salto no desenvolvimento deste país, mas ele só terá sentido se garantir bem-estar da sua população e quem sabe poderemos dizer daqui a 50 anos: " em 2002 deu-se início ao um novo ciclo e o Brasil deixou de ser um grande país emergente, para se tornar uma grande nação, equânime e fraterna"

Eu quero esta nação e você?*

João Bravin é Assessor da Secretaria Nacional de Organização da CUT,
 foi membro do Diretório Municipal do PT 2007/09, filiado no DZ Vila Prudente.

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