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Cerca de 500 manifestantes, na sua maioria jovem, saÃram à s ruas para protestar contra o aumento da tarifa e foram recebidos mais uma vez com violência policial, reprimindo as manifestações que existem na cidade contra o prefeito Gilberto Kassab, filme já visto na zona leste contra manifestantes que protestavam contra as enchentes, ou contra o governador Serra, como aconteceu recentemente na USP.Â
O Prefeito após ter feito tanta demagogia em sua campanha eleitoral prometendo congelar a tarifa de ônibus em pelo menos um ano, agora aparece com um aumento acima da inflação. Essa medida populista já vinha causando danos nos cofres públicos, com aumentos sucessivos dos subsÃdios, mas não justifica esse aumento acima da inflação. Sou totalmente favorável que o transporte público seja subsidiado, o que não podemos aceitar é que somente o dinheiro do orçamento seja utilizado, penalizando mais uma vez quem menos tem e o conjunto da população. Em outros paÃses existem os impostos verdes, imposto sobre a gasolina, taxas sobre o uso do transporte individual que subsidiam o transporte coletivo. O que me parece mais justo. Até porque o peso dos custos do transporte sobre o trabalhador assalariado é muito alto. Com este aumento elevando a tarifa de R$ 2,30 para R$ 2,70 (repito acima da inflação do perÃodo), um trabalhador que pega uma condução por dia e recebe o salário mÃnimo terá comprometido 31,7% do seu salário somente no transporte. Caso esse trabalhador pegue uma integração com o Metrô (a integração passou para R$ 4,00) esse gasto representará 47% do salário. É muito! Precisamos fazer esse debate de forma séria. O financiamento do transporte é estratégico para o desenvolvimento da cidade. Agora ao invés de promover esse debate, bater naqueles que estão de forma justa protestando, em nada vai mudar essa situação nem vai melhorar a qualidade do transporte coletivo que atualmente é péssima e muito menos vai dar uma alternativa de mobilidade para toda a população. Governar é enfrentar também as adversidades, mas com polÃticas públicas não com repressão.
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