
| Faltam políticas sociais e sobram preconceito contra o morador de rua |
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| Pronunciamentos | ||||||
| Ter, 11 de Maio de 2010 18:27 | ||||||
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Sr. Presidente, Sras. Vereadoras, Srs. Vereadores, telespectadores da TV Câmara São Paulo, hoje, os jornais trazem uma notícia muito triste para a cidade de São Paulo e para esta Casa. Mais uma vez, ocorreu uma chacina na Cidade, em que foram vitimadas, novamente, pessoas que vivem na rua, o que demonstra o preconceito e a situação de risco e violência a que essas pessoas estão submetidas. Hoje fizemos uma reunião, também da Frente Parlamentar, em defesa da população de rua, em que, além de lamentarmos esse episódio, particularmente lamentei a matéria que o Jornal Diário de São Paulo veiculou no domingo, com 36 perguntas que, segundo eles, iriam desmistificar a situação em que – segundo eles – essa população vive. Ao ler as respostas, nobre Vereador Floriano Pesaro, o que percebemos é que os chamados especialistas que foram ouvidos, na verdade, não são especialistas. As respostas têm todo um tom oficial do Governo. Inclusive, o pronunciamento muito bom que V.Exa. deu ao jornal, não foi incorporado na análise da condição da população em situação de rua. O que é muito ruim, porque passa uma falsa impressão para a sociedade brasileira. Passa uma falsa impressão – e isso não é um problema de dois ou três governos - de que, inclusive, já temos estruturada uma política de proteção e de assistência à essa população, quando, na verdade, não temos. Quando, na verdade, falta muito para avançarmos na cidade de São Paulo para atendermos esse universo – que digo – é pequeno. Porque, se formos pensar no geral da população da cidade de São Paulo, 13 mil, 14 mil, 15 mil pessoas – e só saberemos o número exato quando a Prefeitura divulgar o censo – é um universo pequeno, mas simbólico para um país como o Brasil, para uma Cidade com a riqueza de São Paulo. Como bem disse a nobre Vereadora Aldaíza Sposati, na reunião da Frente, essa é uma situação que envergonha qualquer brasileiro e qualquer paulistano. Mas precisamos sair desse patamar do debate político apenas. Precisamos avançar na sociedade, ainda mais quando corremos o risco – devido aos eventos da Copa de 2014 – de simplificarmos esse debate ou de escondermos a existência dessa população na cidade de São Paulo. O que precisamos é recuperar, através de uma política ampla, que envolva todas as secretarias e faça o acolhimento. E que tenha, também, a política do albergue, mas que tenha a política da Saúde; de geração de emprego, trabalho, renda e habitação e, principalmente, um acolhimento mais humano, respeitando como pessoas e cidadãos, para trazê-los de volta à condição de cidadã e cidadão da Cidade de São Paulo como são e, muitas vezes, não são respeitados. Essa população precisa desse olhar, dessa compreensão e não da violência, muitas vezes praticada pela própria população e, outras vezes, pelo próprio Poder Público, que deveria protegê-los, porque é uma população que está em situação fragilizada e de risco. A Frente vai fazer uma série de visitas e debates, para acompanhar in loco a situação dessa população de rua, porque queremos avançar, como disse muito bem o nobre Vereador Agnaldo Timóteo, em propostas concretas para fazermos um atendimento justo, adequado e respeitoso a essa população. Muito obrigado.
Pronunciamento realizado em 11/05/2010
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