
| Vila Ema contra indústria imobiliária para preservar área verde |
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| Pronunciamentos | ||||||
| Qui, 26 de Agosto de 2010 16:10 | ||||||
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Gostaria de dialogar um pouco com vocês a respeito de uma matéria que saiu no jornal hoje, de um assunto que tem mobilizado muito a região lá de Vila Prudente, principalmente os moradores de Vila Ema. Quem conhece aquela região sabe que eles estão passando por um período de boom imobiliário. A ida do Metrô para aquela região tem atraído também as construtoras. Para muitos, isso é o desenvolvimento. Agora, para vários moradores, em especial os que moram no entorno da Vila Ema, isso se tornou um grande problema. Sabe por que, nobre Vereador Juscelino Gadelha? Porque temos uma área lá, de cerca de 16 mil metros quadrados - que era uma chácara de alemães, aliás, ali era uma região que continha várias chácaras alemães, da Sra. Emma Nothman, e que acabou a chácara dela; havia um casarão alemão lindíssimo que foi derrubado -, em que, agora, vai ser construído um empreendimento imobiliário. Ocorre que lá há 477 árvores - inclusive nativas da Mata Atlântica - que o pessoal terá de derrubar para poder construir tal empreendimento imobiliário. Os moradores do entorno, de forma muito justa, tem-se mobilizado para preservar aquela área. Agora, estou estranhando a atitude da Prefeitura e, primeiro, da Secretaria do Verde e Meio Ambiente - que ora diz que foi aprovado o empreendimento e ora diz que tem de analisar melhor - e não vejo, nas atitudes da Secretaria, o mesmo rigor do discurso do Sr. Secretário, pois está permitindo que ali se derrubem aquelas árvores para construir um empreendimento imobiliário. Apenas foi aplicada uma multa de 30 mil reais, o que não impede que seja feita aquela construção. Aliás, em toda aquela região, a Secretaria do Verde tem deixado a desejar: no licenciamento ambiental do Monotrilho, estão-se construindo as torres em torno da Anhaia Melo; o Fura-Fila, na Avenida do Estado, está sendo construído lá. Quando o Sr. Secretário nos visitou, disse que haveria ciclovia, que haveria urbanização, que haveria área verde. Não há. Nesse empreendimento imobiliário, ocorre a mesma coisa. E a própria Prefeitura encaminhou, em julho, para esta Casa - o Sr. Prefeito encaminhou - o projeto de alargamento da Rua Batuns. Muitos poderiam pensar que era um projeto para poder criar uma microacessibilidade, melhorar o sistema viário em torno da Avenida Vila Ema, esquina da Avenida Vila Ema - que, aliás, é um gargalo que temos naquela região. Mas o alargamento visa apenas e simplesmente viabilizar também esse empreendimento imobiliário. Então, estamos agora substituindo o que é de interesse público - os objetivos de atender ao conjunto da população - com a Prefeitura, pelo que estou entendendo desse projeto de lei, a serviço de viabilizar um empreendimento imobiliário. Não podemos aceitar isso nesta Casa. Vou apresentar inclusive um projeto de lei de tombamento daquela área, de declaração de utilidade pública, e solicitar ao Sr. Secretário - que, no discurso, verbaliza uma defesa muito grande do verde e do meio ambiente - que apoie essa iniciativa, assim como o Sr. Prefeito, de transformar aquela área em parque.
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