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A importância de investimentos em Casas de Cultura PDF Imprimir E-mail
Pronunciamentos
Sex, 20 de Maio de 2011 12:50

O SR. CHICO MACENA (PT) - (Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, Srs. Vereadores, público que nos acompanha pela TV Câmara, todos os que acompanham o mandato pelo nosso site, tratarei de um assunto importante para a cidade de São Paulo. Recentemente, tivemos um evento na Cidade para o qual reputo a maior importância, que foi a Virada Cultural, trazendo milhares de pessoas que tiveram a oportunidade de ter acesso a várias manifestações culturais. O referido evento transformou o Centro da Cidade num espaço rico de convivência, de intercâmbio, de relacionamentos, atitudes que gostaríamos que acontecesse mais vezes e durante o ano todo.

No entanto, uma política cultural de município, do tamanho da cidade de São Paulo, não pode se resumir a um evento que acontece uma vez por ano. Uma política cultural efetiva, num município com a importância que tem esta cidade e com a sua riqueza de manifestações, tem de ser mais perene, inclusive, mais descentralizada. Quero dizer que isso, infelizmente, não tem acontecido.

Tive a oportunidade de visitar algumas casas de cultura, um equipamento importante para as periferias da Cidade, porque lá acontecem as oficinas, gerando oportunidade de  desenvolver habilidades, mas também, são esses cantos que formam o público. É lá que existe a possibilidade, inclusive, de uma população, muitas vezes, marginalizada dos grandes eventos, principalmente daqueles que são pagos, ter acesso a uma música de boa qualidade, a uma peça de teatro, a uma manifestação de dança ou a uma música clássica e, portanto, educar a si e a seu ouvido, para escutar outras manifestações culturais e não aquelas, apenas, veiculadas no rádio e na televisão.

O que tem acontecido? As casas de cultura estão abandonadas na cidade de São Paulo. Não existem recursos nem contratação de oficineiros em quantidade suficiente para ter uma programação anual e, principalmente, não existem recursos para a manutenção dos equipamentos, do prédio, dessas edificações para dar condições adequadas para que se transformem num espaço real de produção cultural da cidade de São Paulo.

Inclusive, acho que deveria ser da política da Prefeitura ampliar o número de casas de cultura da Cidade. Existe uma emenda parlamentar de minha autoria para criar uma em Ermelino Matarazzo. Por que ampliar? Porque é um equipamento mais barato do que os teatros, que os grandes centros de eventos que existem na cidade de São Paulo e, em minha opinião, é um equipamento mais democrático, porque permite à população da periferia ter acesso às manifestações culturais, não só a assistir como, também, a produzir e desenvolver suas habilidades, a mostrar aquilo que algumas pessoas produzem de cultura e, pelo que conheço, de alta qualidade. Muitas vezes, essas pessoas não têm o espaço da mídia, da grande divulgação ou o espaço, que deveriam ter, na Virada Cultural. Mas são expressões culturais de alta qualidade e que nós vamos perder porque a Prefeitura insiste em abandonar as casas de cultura da cidade de São Paulo.
Era isso, Sr. Presidente.

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