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Manifestação organizada por movimentos sociais e religiosos ontem, no centro, denunciou ações violentas praticadas pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) contra moradores de rua. O ato, cujo principal objetivo foi chamar a atenção para a violência contra a população de rua, ocorreu dez dias após a chacina que matou seis pessoas sob um viaduto no Jaçanã, zona norte. Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, responsável pela GCM, não se manifestou sobre as acusações até o fechamento desta edição.
Segundo os sem-teto, a GCM tem feito abordagem com violência, às vezes arrancando cobertores e papelões, às vezes tirando-os a força do lugar onde estão acomodados. “Fraturei a minha bacia no começo do ano, quando um guarda me arrastou pelo chão enquanto eu dormia para tirar meu cobertor”, conta uma moradora de rua mostrando a cicatriz. Durante o protesto, estudantes da Faculdade de Direito da USP relataram ter presenciado cenas semelhantes no Largo de São Francisco, onde fica a instituição. “Os guardas arrancam os papelões que eles usam para se proteger do frio alegando que estão fazendo baderna”, conta uma das estudantes.
Depois de uma passeata, os manifestantes foram recebidos na Câmara Municipal pela Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas em Situação de Rua, recentemente criada. Para a alemã Edwig Knist, que trabalha há 15 anos na Pastoral do Povo da Rua, “espera-se que a Frente tenha grande influência na discussão das políticas públicas para os moradores de rua, já que hoje não há uma solução integrada”.
O presidente da Frente, vereador Chico Macena (PT), anunciou ontem que vai protocolar um projeto de decreto legislativo para revogar a Portaria 105/10, da Prefeitura, que determina que a GCM tem responsabilidade pelos moradores de rua. Mariana Lenharo Fonte : http://www.jt.com.br/editorias/2010/05/21/ger-1.94.4.20100521.10.1.xml
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