
| Diário de São Paulo - Zona Azul vertical atrasa nova cobrança eletrônica |
| Qua, 05 de Maio de 2010 00:00 |
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Sistema de pagamento pelo celular vem sendo testado desde 2008 anuncie! THIAGO CALIL thiago.calil@diariosp.com.br Um novo sistema de estacionamento rotativo Zona Azul, mais moderno, deve ser implantado em São Paulo. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) está analisando projetos de implantação de estacionamentos subterrâneos e de construção de edifícios de garagens. As propostas, porém, ainda não têm prazo para sair do papel. As sugestões de modelos a ser implantados foram entregues pela iniciativa privada na semana passada. Quando o projeto foi lançado, em novembro de 2009, a promessa era de que, até o final deste ano, as garagens comecem a ser construídas. A melhor das propostas será usada como referência para o edital de licitação do sistema. A necessidade de modernização dos sistemas de vagas rotativas municipais foi apontada pela Comissão de Estudos da Câmara do ano passado. O relator da comissão, vereador Chico Macena (PT), defendeu, durante a apresentação dos estudos ao plenário, a aplicação, inclusive, de novas tecnologias. “Não dá para aceitar que na cidade de São Paulo, com toda essa tecnologia disponível – celular, internet, parquímetro, sistemas eletrônicos -, não tenha havido ainda essa modernização”, disse. A definição do projeto de estacionamento público deixou de lado os estudos para selecionar um sistema de cobrança eletrônica. Desde 2006, os projetos estão em fase de testes na Zona Oeste da capital. Na Praça Charles Müller, o talão de papel pode ser substituído por créditos eletrônicos comprados em postos de vendas autorizados. Na região da Cidade Jardim, a Zona Azul Fácil permite ao motorista , pelo celular, informar o número da vaga, localizada em uma placa instalada na guia. A cobrança é feita a cada meia hora, no cartão de crédito. Já nos Jardins, o motorista compra pontos eletrônicos, semelhante ao sistema de celular pré-pago. Na hora de estacionar, é só informar o local da vaga escolhida por meio de uma central de atendimento. Parquímetros se espalham pelo estado Cidades da Grande São Paulo eliminaram os talões de Zona Azul para a cobrança das vagas de estacionamento rotativo. O pagamento é feito por parquímetros, equipamentos eletrônicos instalados nas calçadas, onde os motoristas retiram um tíquete informando o tempo de estacionamento pago. O mais antigo em operação é o de Santo André, implantado em 1999. Segundo a prefeitura, o sistema “proporciona autonomia ao usuário e possibilita o fracionamento da tarifa, reduzindo os custos do estacionamento”. Na cidade, com R$ 0,60 é possível estacionar por meia hora. O valor vai aumentando em R$ 0,05, até o limite de R$ 2,40, válido por duas horas. Guarulhos e Mogi das Cruzes implantaram o sistema em 2008. Já São Bernardo do Campo usou os parquímetros entre 1997 e 2004. Atualmente, avalia o custo benefício de voltar a utilizar o serviço. Segundo a prefeitura, “o equipamento tem valor considerável”. A autônoma Tatiane de Lima, de 26 anos, conta que os parquímetros de Santo André são fáceis de operar, mas difícil é sempre ter moedas para usar nos aparelhos. “As vezes você tem o dinheiro, mas não consegue trocar pelas moedas. As lojas não trocam”, reclamou. O também autônomo Marco Antônio, de 29 anos, se queixou que as vezes toma multa no tempo entre estacionar, ir até o parquímetro e levar o tíquete até o carro. “Tem que sair correndo atrás do marronzinho para mostrar o cupom. Mas eles acham que a gente vai brigar porque tomou a multa”, lembrou. Já o comerciante Benedito Storani, de 78 anos, defende o aparelho. “É uma liberdade para a gente na rua”, disse. |