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Jornal da Tarde - Áreas ‘ferroviárias’ serão valorizadas
Ter, 08 de Junho de 2010 14:42
Tomados por galpões abandonados e prédios desocupados, os terrenos cortados pelas linhas de trem da CPTM passarão por um processo de revitalização, caso o Plano Diretor seja aprovado nos moldes em que foi escrito e seja cumprido pelas próximas administrações.

Para que a região mude nos próximos dez anos é preciso garantir a construção de imóveis para a população de baixa renda, segundo especialistas.

“As desapropriações (na orla ferroviária) devem ser para interesse público e não privado”, define a urbanista Lucila Lacreta, diretora do Movimento Defenda São Paulo, uma das 210 entidades civis que assinam um manifesto contra a revisão do atual Plano Diretor, em vigor desde 2002.

O receio dessas entidades é que o entorno do trajeto do trem se transforme em um espaço para grandes empreendimentos, como ocorreu na região da Barra Funda nos últimos cinco anos.

Terrenos beneficiados por incentivos fiscais previstos na Operação Urbana Água Branca acabaram sendo destinados a edifícios de alto padrão, quando seriam mais úteis à população de baixa renda, que utiliza o transporte público para se locomover.

“A Barra Funda é uma região com grande oferta de ônibus, trem e metrô. Seria útil para construções de interesse social”, afirma o vereador Chico Macena (PT). “No entanto, o que se vê por lá são prédios com quatro vagas na garagem (para cada apartamento). Esse morador não vai andar de trem”, avaliou.

Tiago Dantas
Jornal da Tarde
http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/areas-%E2%80%98ferroviarias%E2%80%99-serao-valorizadas/
 
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