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Apesar do número de manifestações ter diminuído, os defensores dos fretados nas ruas de São Paulo continuam tentando encontrar meios de derrubar ou modificar a portaria que impede a circulação destes ônibus. Depois do Transfretur (Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento para Turismo da região metropolitana de São Paulo) entrar na Justiça, o vereador Chico Macena (PT) tentará emplacar um projeto de lei que, se aprovado, substituirá as atuais regras e permitirá a circulação dos fretados em parte da zona de restrição.
“O que estamos propondo é que as principais rotas destes ônibus, como a avenida Paulista, a Faria Lima, a avenida Bandeirantes e a Engenheiro Luís Carlos Berrini, que são aquelas com a maior demanda de passageiros, sejam liberadas da zona de restrição”, explica o parlamentar. Segundo ele, alguns pontos da cidade não são contemplados por linhas de metrô, o que torna inviável a restrição os fretados. De acordo com a matéria, que ainda está em fase de elaboração e pode sofrer modificações, estas vias teriam, no máximo, dois pontos determinados para o embarque e desembarque, independentemente de sua extensão. Antes da restrição, os fretados paravam em diversos pontos ao longo das avenidas de acordo com a necessidade dos passageiros. Outro objetivo da proposta é cadastrar os ônibus fretados que não fazem viagens regulares (turísticos, com destinos a shows, etc). “Estes veículos teriam de fazer um cadastro, com validade de um ano, que permitiriam a circulação na cidade”, completa o petista. Estima-se que 40 mil fretados circulavam por dia na zona de restrição, o que equivale a 600 mil viagens por dia. “Nas avenidas que eles paravam em diversos pontos é até possível sentir a diferença no trânsito em alguns momentos do dia, mas nas proximidades de onde foram criados os bolsões o trânsito piorou muito. Com isso percebemos que, de uma maneira geral, isto não está contribuindo para a cidade”, salienta o vereador, integrante da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente. A expectativa é que até o fim do mês o projeto seja aprovado na Câmara. “Praticamente todos os parlamentares concordam que esta portaria não pode continuar como está”, finaliza. Entenda a restrição Desde o último dia 27 de julho os ônibus fretados que atuam na cidade de São Paulo precisam respeitar a ZMRF (Zona Máxima de Restrição à Circulação de Fretados) de 70 km quadrados, onde não podem circular entre 5h e 21h dos dias úteis. Avenidas como Ricardo Jafet, Bandeirantes, Paulista, Nações Unidas e Avenida Sumaré, que eram algumas das principais vias percorridas pelos fretados não poderão mais integrar os itinerários destes ônibus. Para que os usuários dos fretados possam chegar ao destino final, a prefeitura criou pontos de embarque e desembarque para que, a partir destes locais, os passageiros possam utilizar o transporte público convencional (ônibus e metrô) para irem ao local desejado. Sete linhas especiais de ônibus foram criadas para comportar a nova demanda. A fiscalização da nova norma está sendo feita por 67 fiscais da SPTrans, 70 fiscais do Departamento do Transporte Público e 346 agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego. Transporte escolar, de turismo, de passeios religiosos, de hóspedes de hotéis e destinados às atividades de cultura e lazer podem ficar fora da restrição. Entretanto, é preciso fazer um cadastro junto à prefeitura para conseguir a permissão. Publicada em 14/082009 Repórter Diário ABC (Aline Bosio) http://www.reporterdiario.com.br/index.php?id=145656&secao=6 |