
| Fretados contabilizam prejuÃzos |
| Ter, 18 de Agosto de 2009 10:00 |
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MARLON MACIEL - Especial para O Diário de Mogi ( http://www.odiariodemogi.inf.br/cidades/noticia_view.asp?mat=18214&edit=6 ) Empresas e passageiros de fretados em Mogi ainda buscam alternativas para se adequar à restrição dos ônibus na cidade de São Paulo, em vigor desde o dia 27 de julho. Nas duas empresas que oferecem o serviço, os impactos foram imediatos. Aumento no tempo do itinerário e perda de receita e de passageiros estão entre as principais reclamações de quem atua no setor. De acordo com a proprietária da Romavan Turismo, Rosenilce do EspÃrito Santo, a viagem que antes era concluÃda em uma hora e meia, agora, supera duas horas. "Gastamos até 45 minutos a mais com o mesmo percurso", comentou. Passados 20 dias da restrição, 15 pessoas cancelaram o contrato com a empresa. Consequentemente, o faturamento mensal registrou uma redução de 10% a 15%, segundo Rosenilce. "A média, por carro, era de R$ 15 mil. Todas as seis linhas que operamos sofreram impacto. Perdemos, pelo menos, cinco passageiros em cada ônibus", afirmou. Segundo ela, uma de suas linhas teve de ser totalmente reestruturada para atender aos usuários. "Tivemos de criar novas rotas alternativas para conseguir chegar ao destino, sem dificuldade. É o único jeito de ganhar tempo". Os mesmos problemas podem ser observados na Associação dos Executivos de Mogi das Cruzes (AEMC). Para setembro, a associação já discute reduzir o número de carros. O diretor financeiro, Adilson Lemes Cardoso, prefere não falar em números brutos, mas calcula um prejuÃzo de 20% e 30% na arrecadação mensal. "Estamos negociando com as empresas de ônibus para que arquem com o ônus nesse primeiro momento. O que vamos arrecadar não irá cobrir nem os custos com os ônibus", comentou. Dados da pesquisa Origem e Destino 2007 do Metrô mostram que 16.965 mil viagens são realizadas mensalmente entre Mogi e a Capital. Na próxima semana, o vereador de São Paulo, Chico Macena (PT), pretende apresentar um substitutivo ao projeto de lei do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Segundo a assessoria do parlamentar, a ideia é "discutir o projeto de modo que a Prefeitura de fato regulamente e não acabe com esse serviço". Não são apenas as empresas que sentiram os efeitos da restrição. A assistente de RH, Juliana Ingrao, utiliza o serviço há cinco meses. Para chegar ao trabalho, além do fretado, ela ainda é obrigada a caminhar por dez minutos, depois de pegar um metrô e um ônibus. Antes, ela desembarcava na porta da empresa. "A única coisa que mudou é que eu estou gastando mais e demorando 40 minutos a mais para chegar. Vou gastar uns R$ 120,00 a mais, por mês, com transporte", calculou. Sonia Costa foi obrigada a trocar o fretado pelo trem para chegar em tempo ao serviço. "A viagem ficou mais longa. Estou aguardando para ver se a situação será revertida", disse. |