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O Sindicato dos Motoristas – SP é contra as obras do monotrilho PDF Imprimir E-mail
Sáb, 21 de Agosto de 2010 13:54

Os governos Serra e Kassab se uniram para substituir a construção do que seria linha do metrô, para o projeto de implantação de, 100 km de monotrilho. A linha que poderá interligar Vila Prudente e Cidade Tiradentes, será uma das primeiras, com previsão de conclusão em 2010, além do corredor M`Boi Mirim que ligará o bairro do Jardim Ângela ao centro de Santo Amaro na zona sul da cidade, até 2014.
 

As obras prevêem a construção de 22,3 quilômetros de vias elevadas, com investimentos na ordem de 2,3 bilhões. Na parceria a Prefeitura desembolsará R$ 1 bilhão. Também faz parte dos planos governamentais do PSDB e DEM, investimentos de mais de R$ 4 bilhões em túneis e avenidas, par priorizar o transporte individual.
 

Para debater este tema, no dia 22 de março, os vereadores paulistas do PC do B e PT com o apoio dos Sindicatos dos Metroviários e dos Condutores de São Paulo; A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/SP); Associação dos Mutuários Moradores e Agregados em Conjuntos Habitacionais do Estado de São Paulo (AMASP); Associação dos Trabalhadores da Região de Itaquera e Adjacências (ATRIA); Associação Unificada de Loteamentos, Favelas, e Assentamentos de São Paulo; Movimento Ambiental Cultural Ecológico (MACE); e Comissão Permanente de Transporte da Cidade Tiradentes, organizaram um seminário na CMSP.

O Arquiteto e Urbanista Marco Bicalho, Superintendente da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), afirmou que os problemas do sistema de transporte público só serão amenizados com investimentos em estrutura de transporte público com expansão do metrô e de corredores exclusivos para ônibus, integração entre governos e diminuição do preço das tarifas. Segundo ele o incentivo ao transporte individual nas grandes cidades é um erro.

Apesar de serem convidados os representantes do governo Estadual e Municipal não compareceram ao debate. O Mestrado em Planejamento de Transporte Público da Faculdade de Arquitetura da USP Marcos kyioto fez a sua parte ao apresentar dados técnicos sobre o projeto em questão.
 
Com base em projetos de Monotrilho existentes em outros países, Kyioto disse que esta modalidade de transporte tem capacidade limitada em transportar de 4 mil a 25 mil pessoas por hora/sentido, e o metrô atende uma demanda de 20 mil a 60 mil pessoas. “Enquanto que o Km de um corredor de ônibus moderno custe U$ 20 milhões, do monotrilho U$ 50 e do Metrô U$ 100 milhões. Ou seja, o quilômetro do monotrilho custa entre R$ 70 milhões e R$ 130 milhões, já o metrô pode custar R$ 380 milhões com a vantagem de ser um meio de transporte de alta capacidade”, ponderou Kyioto.

A preocupação do presidente do Sindicato dos Motoristas-SP ISAO Hosogi (Jorginho), é o desemprego estrutural que pode ocorrer na base de sua categoria. “Imagine quando este Monotrilho estiver funcionando no corredor M`Boi Mirim, com certeza as empresas Gatusa, VIPS, Viação Campo Belo e Transkuba serão afetadas com a perda gradual de passageiros. Estamos nesta luta e apoiaremos todas as iniciativas contra esta política desastrosa que o poder público pretende implantar na cidade”, comentou Jorginho.



http://www.sindmotoristas.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=410%3Amonotrilho-x-corredores-de-onibus&catid=25%3Apaginas-internas&Itemid=1   

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