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O governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo optaram pelo monotrilho para ampliar o sistema de transporte público da cidade e região metropolitana. São seis projetos, que somam 110 quilômetros, com custo estimado entre R$ 7,7 bilhões e R$ 10,4 bilhões. A população, no entanto, é contra esse tipo de transporte. Isso ficou demonstrado durante a audiência pública realizada nesta quinta-feira,02 de setembro de 2010, pelas Comissões de Política Urbana e Meio Ambiente e de Trânsito e Transporte da Câmara de São Paulo. Representantes de várias regiões de São Paulo lotaram o Auditório Prestes Maia e protestaram contra a construção do monotrilho que, segundo eles, é “uma versão moderna do Minhocão”, considerado um erro urbanístico, contribuindo para o aumento significativo da criminalidade e provando a deterioração da região. Os moradores defenderam a construção de mais linhas do Metrô, capaz de atender a crescente demanda da população dos bairros. De acordo com estudos, o monotrilho transporta aproximadamente 20 mil passageiros hora/sentido.
“Acho um equívoco o governo do estado insistir na ideia de construir o monotrilho”, reagiu o vereador Chico Macena (PT). “Primeiro, porque não existe nenhuma experiência no mundo em que o monotrilho deu certo. Segundo, as regiões para onde ele está sendo proposto há uma demanda de transporte coletivo muito acima do que a capacidade de um futuro monotrilho”, argumentou o vereador. E mais: “Fala-se que o monotrilho transportaria de 30 a 35 mil pessoas nos horários de pico, enquanto para todas essas regiões a demanda calculada pela pesquisa origem/destino do Metrô chega a 80, 70 a 60 mil pessoas no horário de pico”. Macena criticou, ainda, o fato de não haver um projeto executivo do monotrilho, uma definição que tipo de equipamento seria adotado. “O que foi apresentado à população pelos técnicos da Secretaria Municipal de Transportes e da SPTRANS foi um PowerPoint, o que é muito pouco para que haja uma decisão tanto do governo municipal, como um apoio da Câmara Municipal e da própria população”. A respeito da informação de um dos moradores, de que na Avenida Prof° Luiz Ignácio de Anhaia Mello estão sendo construídos pilares no meio da via, sem se saber o que se vai colocar em cima, o vereador petista disse que: “usaram uma licitação da construção do Metrô - inclusive, um desrespeito á Lei 8666 – e estão construindo pilares para o monotrilho”. Macena “não consegue entender o que estaria motivando o governo a dar continuidade a uma obra que ele não sabe se vai ter um trem para colocar em cima”. De acordo com o vereador, a licitação que ia definir a compra de equipamentos foi cancelada. Para o vereador Juscelino Gadelha (PSDB), a audiência pública demonstrou que “há uma situação positiva e uma situação muito negativa. A positiva é que a população se manifestou, pelo menos a que estava presente, contra o monotrilho. Acho que é a voz da sociedade. Vamos transmitir isso para o Poder Executivo, para seus diretores, e secretários a manifestação que vimos aqui”. Gadelha destacou que o fato negativo foi a ausência dos representantes da CPTM. “Fiquei muito chateado, pois a CPTM confirmou comigo que compareceria à audiência pública para apresentar os projetos dos monotrilhos. Um pouco do tumulto desta audiência pública foi motivado pela ausência da CPTM”. 

Plano de mobilidade O representante do Movimento Nossa São Paulo, Mauricio Broinizi Pereira, destacou que a entidade defende que haja um Plano Municipal de Mobilidade de Transportes para a cidade. “Isso é necessário para que se entenda o problema do transporte público e as soluções como um todo. Vemos que estão sendo anunciadas uma série de propostas muito pontuais que não atendem a curto, médio e longo prazo. E a cidade está com muitos de problemas de mobilidade crescente, como congestionamentos, transporte público e não dá resposta suficiente para a demanda toda”. Nesse sentido, o Movimento Nossa São Paulo, junto com a Comissão de Trânsito e Transportes, está propondo que, no dia 20 de setembro, sejam realizados dois seminários, durante a manhã e outro à noite, para discutir um Plano Municipal de Mobilidade. “Nós gostaríamos que os poderes Legislativo, Executivo e a sociedade discutissem, conjuntamente, as medidas para melhorar o transporte e a mobilidade na cidade, que fosse um plano de consenso antes de qualquer projeto de implantação de monotrilho, ou corredor de ônibus”, disse Pereira. Além do secretário municipal do Verde e Meio Ambiente e de representantes da SPTRANS, estiveram, também, presentes à audiência pública os vereadores: Chico Macena (PT), Juscelino Gadelha (PSDB), Police Neto (PSDB), Goulart (PMDB), Jamil Murad (PC do B) e Wadih Mutran (PP). Juvenal Pereira http://www.camara.sp.gov.br/cr0309_net/forms/frmNoticiaDetalhe.aspx?n=2158 Assista ao vídeo completo da audiência pública Se preferir, pode fazer o download completo do vídeo da audiência pública >>>aqui<<<
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