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Movimento de moradia marcou presença em audiência pública na subprefeitura de Vila Prudente/ Sapopemba PDF Imprimir E-mail
Ter, 18 de Agosto de 2009 13:33
A audiência pública que aconteceu, no dia 14 de agosto, na subprefeitura de Vila Prudente/ Sapopemba, contou com a presença de mais de 200 moradores da região. Entre os temas de destaque, que foram mencionados pelos presentes na audiência, estavam a questão da regularização fundiária, substituição do metrô por monotrilho e o desejo da participação da popular na revisão do Plano Diretor Estratégico.

O público presente demonstrou estar interado sobre as alterações que estão sendo propostas no texto da Revisão do Plano Diretor pela prefeitura. Ao todo falaram 20 oradores. A retirada do capítulo que se referem às políticas sociais foi questionada pelo integrante do Movimento em Defesa dos Favelados, que citou a necessidade da permanência das Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) no Plano, "pois elas são responsáveis pela destinação de locais para moradia popular", disse ele.

Outra liderança regional, que se pronunciou sobre a questão habitacional, foi o integrante da União Estadual do Movimento de Moradia. “Desde 2002, foram indicadas obras de intervenções na região que não foram implementadas. Precisamos saber, por meio de uma avaliação, o que foi executado”, afirmou ele.

O vereador Chico Macena reforçou sua opinião sobre a revisão proposta pela prefeitura, criticou a retirada de todas as questões sociais do Plano e dos artigos que se referem às macroareas, que sevem de base para o zoneamento e para a revisão Plano Regional Estratégico. Mencionou a necessidade de discussão do Plano Diretor Estrátegico de 2002, e não somente dos assuntos locais, que serão discutidos em uma etapa posterior a que esta sendo debatida neste momento.

Para o membro do coletivo político, Álvaro Abreu, o que está sendo proposto não se trata de uma revisão e sim de um novo plano. Estas palavras foram reforçadas no discurso da vereadora Juliana Cardoso (PT). Durante seu pronunciamento, ela também citou a importância da permanência das ZEIS para a regularização fundiária de locais da região, como por exemplo, a Favela do Tanque e da necessidade de estabelecer prazos, para que a definição das ZEIS no plano diretor vigente saia do papel.

Estavam presentes o presidente da comissão de Política Urbana, Carlos Apolinário, os vereadores, Francisco Chagas (PT), Juliana Cardoso (PT), Cláudio Fonseca (PPS), Cláudio Prado (PDT), José Police Neto (PSDB) e o parlamentar Chico Macena (PT).

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