Skip to content
Com cartaz, mãe procura filha entre drogados espalhados pelo centro PDF Imprimir E-mail
Seg, 09 de Janeiro de 2012 14:41

Por três dias seguidos, a dona de casa Neide dos Reis Santos, 67 anos, pegou o trem em Carapicuíba (Grande SP) e desembarcou na cracolândia, com um cartaz e esperança em mãos. “Desaparecida”, diz o papel, com a foto da filha Rosemeire.

“Ela entortou e não há meios de sair. Eu sofro muito”, diz Neide. Uma das mães da cracolândia, a dona de casa viu a filha pela última vez pouco antes do Natal. “Vim buscar, mas ela não quis ir. Prometi voltar, mas não acho mais.” Rosemeire morava em um casarão que foi desocupado pela PM.

Viciada desde os 16 anos, tem sete filhos e já entrou e saiu da cracolândia duas vezes: a primeira, resgatada pelos pais; a segunda, fugindo de uma rival que queria atear fogo nela, conta a irmã Roselene dos Reis, 29 anos.

Entre os filhos, dois acompanhavam a avó anteontem: Marcos, 13 anos, e Caroline, 15. “Ela ainda vai ‘simbora’ comigo”, diz Neide.

Mais sorte tem a pensionista Marilda da Silva, 54 anos. Moradora da Fazenda da Juta (zona leste), encontra a filha Solange, 31 anos, pelo menos uma vez ao mês, em visitas à cracolândia.

A filha gosta do carinho —“não consigo ficar sem ela”—, mas não pensa em voltar para a casa da mãe. “Lá, sem pedra, dá ânsia e muita irritação. Daqui não tem saída para lugar bom, não”, completa.

Fonte: Agora São Paulo. 06 de janeiro de 2012.

Comentários
Adicionar novo RSS
Escrever um comentário
Nome:
E-mail:
 
Título:

3.26 Copyright (C) 2008 Compojoom.com / Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved."

 
Últimas no Site

Vídeo em destaque

Prefeitura está totalmente despreparada para gerenciar o transporte e a mobilidade

Pesquise no site


CANAIS DO MANDATO

Buzz

 E-Gab