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Jardim Romano, em SP, fica seco, mas vizinhos continuam submersos PDF Imprimir E-mail
Qui, 12 de Janeiro de 2012 13:45

Rua símbolo da grande enchente que atingiu no ano passado o Jardim Romano, na zona leste de São Paulo, a Capachós amanheceu seca após a tempestade, causando inveja aos vizinhos, que ficaram com água até o joelho.

Os investimentos de R$ 700 milhões feitos pela Prefeitura de São Paulo e pelo Governo do Estado para evitar que a água empoçasse na rua e atingisse casas surtiu efeito. Mas apenas no Jardim Romano (também conhecido como Jd. Pantanal).

O Ceu (Centro Educacional Unificado) e prédios populares invadidos pela água ano passado ficaram intactos.

Mas a menos de 1 km dali as vias continuaram enchendo de água. "Começa a chover e vem o desespero. Ano passado ficamos oito dias com água até o joelho em casa. Por nós, a prefeitura não fez nada", diz Carolina Rosa da Silva, 46, na Vila Itaim.

"A obra só adiantou para o Jardim Romano. O dique só protegeu o CEU que é a obra principal da prefeitura", reclama Daniel José da Costa, 48, um dos representantes comunitários da Vila Itaim e do Jardim Santa Margarina, outro bairro inundado perto da rua Capachós. Até o início da noite, a água ainda não havia baixado na região.


Na Chácara Três Meninas, também perto do Jardim Romano, Leandro, 2 meses, foi retirado às pressas pelos pais do berço que já estava boiando. A casa dele foi invadida pela água rapidamente.

Ali perto, na estrada do Itaim, crianças imersas na água suja ofereciam a motoristas ajuda, em troca de dinheiro, para passar pela área alagada --tanto do lado de São Paulo da via, como do lado de Guarulhos.

Na rua Araçaí, a dois minutos da Capachós, já em Itaquaquecetuba, pessoas se alimentavam de peixes achados na água que chegava ao joelho, por onde também circulavam sanguessugas.

Lá, moradores diziam que a obra do Jardim Romano piorou a situação para eles.

Isso porquê, diziam, o dique construído pela prefeitura --uma espécie de mureta que barra as águas do rio Tietê-- estaria impedindo a passagem da água para o lado de SP, "represando" a água em Itaquaquecetuba.

A Prefeitura de SP não se manifestou sobre a questão.

Fonte Jornal Folha de São Paulo

Matéria publicada em 12/01/2012

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