|
Mais um exemplo de descaso com os moradores de comunidades carentes ocorreu nesta quarta-feira durante a reintegração de posse na Favela do Corujão, na Vila Guilherme. Segundo moradores, trator e policiais chegaram ao local para retirá-los, sem dar alternativa de abrigo temporário e sem fazer o cadastramento das famílias.
Um dos assessores do mandato, que esteve no local, foi impedido por policiais de voltar para a favela, enquanto a reintegração estava acontecendo. “A minha intenção foi clara e pacífica, eu já havia falado com o subprefeito, e me disposto a conversar com os moradores para que fosse apresentada uma alternativa segura aos moradores”, afirma João Paulo Aloisio.
“Os policiais me abordaram enquanto sai para tomar uma água, e me acusaram de incitar violência, pedi provas. Tiraram meus documentos e me impediram de sair do local, até o término da reintegração”, afirmou.
Segundo duas lideranças regionais, Eleneir Palmira e Ester, somente nove famílias foram cadastradas e as outras se recusaram. “Com R$ 300 de bolsa auxílio, eu não consigo alugar nem um cortiço, não apoio vandalismo, mas não é difícil compreender o medo da população, imagine os policiais chegando para derrubar sua casa com trator, sem te oferecer uma opção digna, não é fácil. Existem famílias que moram aqui há mais de 40 anos”, afirmaram.
Faltou um direcionamento efetivo para as 60 famílias, parte delas estão abrigadas na igreja Assembleia de Deus e outra dormindo nas calçadas próximas a comunidade, as pessoas que puderam foram para casa de parentes.
|